Fechar menu
SALVADOR NOTÍCIASALVADOR NOTÍCIA

    Assine atualizações

    Receba as últimas notícias criativas sobre arte, design e negócios.

    O que há de novo

    Até quando a Assembleia Legislativa da Bahia manterá o mandato de Binho Galinha?

    11/07/2026

    Brasil derrota Polônia e avança à fase final da Liga das Nações

    11/07/2026

    CNE define regras para garantir 200 dias letivos do calendário escolar

    11/07/2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Tendendo
    • Até quando a Assembleia Legislativa da Bahia manterá o mandato de Binho Galinha?
    • Brasil derrota Polônia e avança à fase final da Liga das Nações
    • CNE define regras para garantir 200 dias letivos do calendário escolar
    • Juros do Fies Empreendedor incidirão durante período de carência
    • Congresso avança na aprovação de projetos para proteção às mulheres
    • Mirando recordes de todos os tipos, França amplia status de favorita
    • ITA recebe inscrições para o vestibular de 2027 até domingo
    • Nova lei pode mudar transporte por ônibus em Salvador
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest YouTube LinkedIn Whatsapp TikTok
    SALVADOR NOTÍCIASALVADOR NOTÍCIA
    • Início
    • Notícias
      • Bahia
      • Educação
      • Emprego
      • Entrevistas
      • Famosos
      • Indústria
      • Justiça
      • Legislação
      • Meio Ambiente
      • Religioso
      • São João
      • Saúde
      • Tecnologia
      • Vídeos
    • Economia
    • Educação
    • Esportes
    • Internacional
    • Política
    • Segurança
    • Eventos
    • Contato
      • Política de Privacidade
      • Termos De Uso
    SALVADOR NOTÍCIASALVADOR NOTÍCIA
    Lar»Bahia»“Um Defeito de Cor não é uma contra-história”, diz Ana Maria Gonçalves
    Bahia

    “Um Defeito de Cor não é uma contra-história”, diz Ana Maria Gonçalves

    REDAÇÃOPor REDAÇÃO05/07/20266 minutos de leitura
    Compartilhar Facebook Twitter LinkedIn Tumblr E-mail Telegrama Whatsapp
    0d7a7843.jpg
    Compartilhar
    Facebook Twitter Telegrama E-mail LinkedIn Whatsapp


    A literatura produzida por autores negros ajuda a explicar a permanência histórica do racismo no Brasil e disputa o próprio sentido da narrativa nacional, afirma a escritora Ana Maria Gonçalves. A autora do consagrado romance Um Defeito de Cor conversou com a Agência Brasil em uma passagem por Brasília na tarde deste sábado (4).ebcebc

    Primeira mulher negra a se tornar imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), a escritora foi a convidada especial da 6ª edição do encontro Julho das Pretas que Escrevem no Distrito Federal, como parte da programação do Festival Latinidades.

    Ana Maria diz que Um Defeito de Cor e outras obras contribuíram para ampliar a compreensão da sociedade sobre o racismo e para fortalecer debates como o das políticas de cotas raciais, cujas primeiras experiências coincidem com o ano em que o livro foi lançado, em 2006.

    “Livros como o meu, como o de vários outros escritores e escritoras negros, que vêm produzindo na contemporaneidade, ajudam a contar uma história para que o povo brasileiro entenda o porquê da necessidade de cotas. A gente sabe desde sempre o porquê que precisava, mas durante tanto tempo escondeu-se e o racismo era assunto tabu dentro da sociedade brasileira”, aponta a escritora.

    Seu romance de maior repercussão é uma narrativa monumental de 952 páginas, que conta a saga de vida de Kehinde, mulher negra que, aos oito anos de idade, é sequestrada no Reino do Daomé, atual Benin, e trazida para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.


    Brasília (DF), 04/07/2026 - Festival latinidades  - A escritora Ana Maria Gonçalves, durante entrevista para Agência Brasil durante o VI encontro julho das pretas que escrevem no DF.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
    Brasília (DF), 04/07/2026 - Festival latinidades  - A escritora Ana Maria Gonçalves, durante entrevista para Agência Brasil durante o VI encontro julho das pretas que escrevem no DF.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

    Ana Maria Gonçalves durante entrevista para Agência Brasil no VI encontro Julho das Pretas que Escrevem – Valter Campanato/Agência Brasil

    O livro é considerado por críticos um dos romances mais importantes da literatura brasileira contemporânea e inspirou o aclamado samba-enredo da escola de samba Portela, no carnaval carioca de 2024. Segundo Ana Maria Gonçalves, narrativas como essas ajudam a compreender a história do país por perspectivas historicamente marginalizadas na literatura brasileira.

    A autora entende que o romance é uma história que ainda não terminou, uma história que começou em 1530, com a chegada dos primeiros africanos ao Brasil, e que tem uma continuidade até hoje.

    “Eu gosto muito de citar aquela música do Rapa: ‘Todo camburão tem um pouco de navio negreiro’. A gente continua sendo os corpos que estão sendo perseguidos, que estão sendo presos, que estão sendo mortos, que são contados como números e não como histórias”.

    Ana Maria Gonçalves também rejeita o rótulo de contra-história para caracterizar a representatividade de obras como a sua na disputa por um sentido histórico de país.

    “Um Defeito de Cor é a história do Brasil contada pelos olhos e pela vivência de uma mulher negra. Ele não é uma outra versão, ele não é uma outra vertente, ele não está se contrapondo a um lugar. Ele está querendo ocupar aquele mesmo lugar que a história oficial do Brasil sempre ocupou, contada principalmente pelo olhar dos homens brancos”, ressalta.

    “Eu quero disputar esse lugar, não me interessa a margem, não me interessa o contra, a contraproposta, a contra-história. O livro é a história”.

    Ancestralidade na ABL

    Desde que assumiu a cadeira 33 da ABL, como apenas a 13ª mulher e a primeira mulher preta a ser eleita para a academia, Ana Maria Gonçalves vem fazendo questão de repetir que não chegou sozinha a este lugar.

    “A primeira mulher eleita, Raquel de Queirós, só foi eleita depois de uma campanha da Diná Silveira de Queirós. E a minha eleição tem muito a ver com o com a candidatura da Conceição Evaristo. Foi ali naquele momento que a sociedade brasileira olhou para a academia e falou: ‘Ué, não é a Academia Brasileira de Letras? Está faltando aí uma gente que representa o maior segmento étnico da sociedade brasileira, que é a mulher preta. Nós somos 27% da população”, reflete.

    Mercado literário

    No Festival Latinidades, Ana Maria se reuniu em um espaço de trocas com mulheres negras – autoras e leitoras – para pensarem juntas o impacto atual dessa rede no próprio mercado literário do país.

    “Não dá para que nada mais seja feito sem a gente”, enfatiza.

    A escritora cita Maria Firmina dos Reis, considerada a primeira romancista negra do Brasil, autora de Úrsula, obra de 1859. “Desde lá até 2006, fui a oitava mulher negra a publicar um romance no Brasil. Ainda é uma lacuna muito grande. A sociedade deve pra gente esse lugar de publicar e escrever”, acrescenta.

    A maior visibilidade conquistada por escritores negros nas últimas duas décadas aumentou o interesse por obras de autoria negra e impulsionou mudanças no mercado editorial, observa Ana Maria Gonçalves.

    “O que a gente produz não é mais lido como já foi, durante muito tempo, como literatura panfletária, como de menor qualidade. Isso a gente já não precisa discutir mais. A gente tem aí Jefferson Tenório, Conceição Evaristo, Eliana Alves Cruz, Cidinha da Silva e muitos outros. E está vindo uma geração muito interessante de mulheres pretas escrevendo na periferia de São Paulo hoje. E já se insurgindo em outros lugares que não são mais esses polos, como São Paulo e Rio de Janeiro”, contextualiza.

    “A gente está mudando o mercado editorial no sentido de mostrar que a diversidade é bem-vinda também para quem só tá buscando lucro”.

    Negras autoras

    Idealizadora do coletivo que promove escritoras negras no DF, a jornalista Waleska Barbosa mediou a conversa com Ana Maria Gonçalves no Festival Latinidades. Ela reconhece um avanço importante no mercado editorial, mas aponta limites e contradições que ainda impactam a produção literária de autoria negra.

    “Publicar um livro é caro. E publicar não é uma coisa só. Tem a circulação, a distribuição, a crítica, as premiações. Quando a gente vai esmiuçar os números, nunca é tanto assim o avanço da estatística”. Outro desafio é a permanência de escritoras e escritores negros nesses espaços, ainda marcados por episódios de racismo.

    O exemplo da escritora negra Lilia Guerra ainda é bastante gritante nesse cenário, aponta Waleska. Convidada da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), no ano passado, Guerra foi acusada injustamente de roubo no hotel em que estava hospedada na cidade fluminense.

    “Eu digo que a gente é vítima, uma Geni Buarquiana nesse sentido. Em um momento ela era uma escritora, convidada da Flip, daqui a pouco ela é acusada de roubo, sendo essa mesma pessoa, essa mesma escritora. A Conceição Evaristo, homenageada em uma grande exposição em São Paulo, também já disse que ao caminhar pela Avenida Paulista, ela continua sujeita ao racismo cotidiano”, lamenta.



    Fonte: EBC

    Ana contrahistória Cor Defeito diz Gonçalves Maria não uma
    Compartilhar. Facebook Twitter LinkedIn Telegrama Reddit E-mail Whatsapp
    Artigo AnteriorChina cria mecanismos financeiros na África para não depender de dólar
    Próximo artigo Com um a menos, Inglaterra derruba México no Azteca e segue na Copa
    REDAÇÃO
    • Local na rede Internet

    Related Posts

    Até quando a Assembleia Legislativa da Bahia manterá o mandato de Binho Galinha?

    11/07/2026 Destaque Por admin

    Brasil derrota Polônia e avança à fase final da Liga das Nações

    11/07/2026 Esportes Por REDAÇÃO

    CNE define regras para garantir 200 dias letivos do calendário escolar

    11/07/2026 Últimas notícias Por REDAÇÃO

    Juros do Fies Empreendedor incidirão durante período de carência

    11/07/2026 Últimas notícias Por REDAÇÃO

    Congresso avança na aprovação de projetos para proteção às mulheres

    11/07/2026 Últimas notícias Por REDAÇÃO

    Mirando recordes de todos os tipos, França amplia status de favorita

    11/07/2026 Últimas notícias Por REDAÇÃO
    Adicione um comentário

    Deixe uma resposta Cancelar resposta

    Você precisa fazer o login para publicar um comentário.

    Demo
    Top Posts

    Até quando a Assembleia Legislativa da Bahia manterá o mandato de Binho Galinha?

    11/07/2026

    Saltos ornamentais: Ingrid Oliveira fatura vaga para o Brasil em Paris

    19/07/2023

    Copa do Mundo feminina começa com favoritismo compartilhado

    19/07/2023
    Não perca
    Destaque

    Até quando a Assembleia Legislativa da Bahia manterá o mandato de Binho Galinha?

    Por admin11/07/2026

    A condenação do deputado estadual Binho Galinha a trinta e seis anos e nove meses…

    Brasil derrota Polônia e avança à fase final da Liga das Nações

    11/07/2026

    CNE define regras para garantir 200 dias letivos do calendário escolar

    11/07/2026

    Juros do Fies Empreendedor incidirão durante período de carência

    11/07/2026
    Manter contato
    • Facebook
    • YouTube
    • TikTok
    • Whatsapp
    • Twitter
    • Instagram
    • Pinterest
    • LinkedIn
    Últimas revisões
    Demo
    Mais popular

    Até quando a Assembleia Legislativa da Bahia manterá o mandato de Binho Galinha?

    11/07/2026

    Saltos ornamentais: Ingrid Oliveira fatura vaga para o Brasil em Paris

    19/07/2023

    Copa do Mundo feminina começa com favoritismo compartilhado

    19/07/2023
    Nossas escolhas

    Presidente da Venezuela agradece apoio do Brasil

    11/07/2026

    Dólar recua, bolsa cai e petróleo dispara com tensão no Oriente Médio

    08/07/2026

    EUA fazem audiências públicas sobre práticas comerciais do Brasil

    07/07/2026

    Assine para atualizações

    Receba as últimas notícias criativas sobre arte, design e negócios.

    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    • Anunciar
    © 2026 ThemeSphere. Designed by ThemeSphere.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.