A partir deste sábado (1º), a gasolina comum comercializada em todo o Brasil passa a conter 32% de etanol anidro, substituindo a mistura anterior, que era de 27%. A alteração foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e já levanta dúvidas entre motoristas sobre os efeitos da nova composição nos veículos.
Especialistas apontam que os carros mais antigos, especialmente os equipados com carburador e tanque metálico, tendem a sentir mais os impactos da mudança. Nesses modelos, podem ocorrer perda de desempenho, aumento no consumo de combustível, dificuldades na partida e desgaste acelerado de algumas peças.
Nos veículos com injeção eletrônica, a adaptação costuma ser mais eficiente, já que a central eletrônica consegue ajustar o funcionamento do motor de acordo com a nova mistura. Ainda assim, motoristas podem notar uma leve redução na autonomia e um pequeno aumento no consumo.
Mecânicos também alertam para a importância da manutenção preventiva. Componentes como bomba de combustível, bicos injetores, velas de ignição, catalisador, mangueiras e vedações devem estar em boas condições para evitar problemas provocados pela nova composição da gasolina.
A recomendação é que os proprietários fiquem atentos a sinais como falhas no motor, perda de potência e dificuldade na partida. Caso esses sintomas apareçam, o ideal é procurar uma oficina especializada para realizar uma avaliação.


