Uma organização criminosa investigada por aplicar golpes eletrônicos em vítimas de diversos estados brasileiros foi alvo de uma megaoperação interestadual deflagrada pela Polícia Civil da Bahia. A ação teve como objetivo desarticular um esquema especializado em estelionato virtual e lavagem de dinheiro, responsável por movimentar milhões de reais por meio de fraudes bancárias.
Durante a operação, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 103 milhões em contas ligadas ao grupo criminoso. A medida busca enfraquecer financeiramente a quadrilha e garantir eventual ressarcimento às vítimas espalhadas pelo país.
De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam técnicas de engenharia social para enganar os alvos. O golpe começava com o envio de mensagens falsas por SMS alertando sobre um suposto bloqueio de contas bancárias. Os textos continham links fraudulentos que direcionavam as vítimas para páginas falsas semelhantes às de instituições financeiras.
Após preencherem os dados nesses sites, os clientes tinham as contas invadidas pelos criminosos. Em seguida, o grupo realizava transferências via PIX de forma imediata para contas controladas pela organização.
Segundo a polícia, o dinheiro obtido ilegalmente passava por um complexo esquema de lavagem de capitais. Os valores eram pulverizados em contas de “laranjas”, transferidos para familiares dos investigados e movimentados por empresas de fachada utilizadas para dar aparência legal aos recursos.
Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em cinco estados. Sete deles ocorreram em Eunápolis, no extremo sul da Bahia. Os demais foram executados nas cidades de Crato (CE), Goiânia (GO), Recife (PE) e São Paulo (SP).
Durante as diligências, os agentes apreenderam celulares, computadores e diversos dispositivos eletrônicos considerados importantes para o avanço das investigações.
A operação foi conduzida pela Polícia Civil da Bahia, por meio da 23ª Coorpin de Eunápolis, com apoio da Polícia Militar da Bahia, do CIBERLAB, ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, além das polícias civis do Ceará, Pernambuco, Goiás e São Paulo.



