Cerca de 70 médicos do Hospital Estadual 2 de Julho, na Bahia, afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde julho. Até esta terça-feira (27), segundo relatos dos profissionais, não havia previsão para a regularização dos valores pendentes.
A unidade é administrada pela Fundação de Apoio à Gestão Integrada (Fabamed). Conforme informações, os pagamentos referentes ao trabalho realizado em julho deveriam ter sido efetuados até meados de setembro, de acordo com o prazo previsto nos contratos.
Repasse teria sido feito à empresa
Dados do Portal da Transparência, mencionados na reportagem, indicariam que a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) já havia realizado o repasse referente a julho à Fabamed. Apesar disso, os médicos afirmam que não receberam os valores correspondentes aos serviços prestados.
De acordo com uma fonte ligada à equipe médica, atrasos semelhantes já teriam ocorrido anteriormente, geralmente associados à demora na transferência de recursos estaduais. Desta vez, porém, a espera estaria se prolongando, aumentando a insegurança entre os trabalhadores.
Profissionais atuam em diferentes especialidades
A equipe médica do Hospital Estadual 2 de Julho atende em setores como pediatria, clínica médica e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). A estrutura da unidade inclui três UTIs adultas e duas pediátricas, além de consultas em especialidades como endocrinologia, cardiologia e neuropediatria.
Os profissionais cumprem escalas fixas, com plantões de 12 horas. Segundo a reportagem, os valores variam conforme a especialidade: cerca de R$ 1,2 mil para médicos da clínica médica, R$ 1,6 mil para pediatras e aproximadamente R$ 2 mil para profissionais que atuam nas UTIs.
Atrasos preocupam trabalhadores
O contrato prevê que os pagamentos sejam realizados em até 40 dias a partir do mês seguinte à prestação do serviço. Os médicos também relatam pendências relacionadas a outros períodos, e alguns profissionais já teriam solicitado a saída das escalas.
Na sexta-feira (23), a equipe teria sido informada de que poderia receber uma resposta sobre os pagamentos até segunda-feira (26). No entanto, conforme o relato publicado, nenhum valor havia sido pago até então.
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Fonte: jornal Correio



