O futebol brasileiro está de luto pela morte de Paulo Angioni, aos 80 anos. O diretor de futebol do Fluminense morreu na madrugada deste sábado (12), no Rio de Janeiro, onde estava em tratamento contra um câncer no pâncreas diagnosticado no início de setembro.
A morte foi comunicada oficialmente pelo Fluminense, clube pelo qual Angioni tinha forte ligação e onde exercia, pela quarta vez, a função de diretor executivo de futebol desde 2018.
Ao longo de mais de quatro décadas dedicadas ao futebol, Angioni construiu uma extensa trajetória no esporte e passou por alguns dos principais clubes do país. Entre eles estão Bahia, Flamengo, Vasco, Palmeiras, Corinthians, Cruzeiro e Juventude, além de uma passagem pela Seleção Brasileira.
Trajetória marcada por títulos
No Fluminense, Angioni participou diretamente de um período vitorioso da equipe. Durante sua última passagem pelo clube, esteve envolvido em conquistas como Campeonato Carioca, Taça Guanabara, Taça Rio, Libertadores e Recopa.
O clube carioca destacou, em nota de pesar, não apenas a atuação profissional do dirigente, mas também os vínculos construídos por ele durante décadas no futebol.
Paulo Angioni teve papel importante no Bahia
A relação de Angioni com o Esporte Clube Bahia também ficou marcada por um momento importante da história recente do Tricolor.
O dirigente comandou o departamento de futebol do clube entre 2010 e 2013. Durante esse período, participou da montagem do elenco que conseguiu levar o Bahia de volta à Série A do Campeonato Brasileiro, em 2010, após sete temporadas longe da elite nacional.
Durante sua passagem pelo clube baiano, Angioni também esteve ligado à conquista do Campeonato Baiano de 2012.
Sua saída do Bahia aconteceu em maio de 2013. Na ocasião, o dirigente deixou o cargo em meio à pressão após a derrota por 7 a 3 para o Vitória, em clássico Ba-Vi disputado na Arena Fonte Nova.
Bahia lamenta morte do ex-dirigente
Após a confirmação da morte, o Bahia publicou uma homenagem a Angioni nas redes sociais. O clube relembrou a participação do profissional no retorno à primeira divisão e a conquista do título estadual.
A morte do dirigente encerra uma trajetória de mais de 40 anos dedicada ao futebol brasileiro, marcada pela atuação nos bastidores de grandes clubes e pela participação em importantes conquistas.



