O beneficiário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que comparecer às urnas nas eleições poderá ter o próprio ato de votar utilizado como prova de vida. A informação é registrada a partir do cruzamento de dados entre os sistemas eleitorais e o Instituto.
A medida alcança milhões de brasileiros que recebem aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais. Atualmente, cerca de 40 milhões de benefícios ativos estão abrangidos pelo processo de comprovação de vida.
Segundo o Ministério da Previdência Social, o beneficiário que votar não precisa realizar uma outra etapa específica apenas para comprovar que está vivo. Os dados do comparecimento são encaminhados ao INSS, que pode registrar o evento automaticamente em seus sistemas.
A possibilidade está relacionada às mudanças adotadas nos últimos anos para tornar a prova de vida menos burocrática. Desde a alteração das regras, o governo passou a utilizar diferentes bases de dados públicas para confirmar que o beneficiário continua vivo, reduzindo a necessidade de deslocamentos presenciais, principalmente para idosos e pessoas com dificuldades de mobilidade.
Como funciona
O comparecimento às urnas é uma das informações que podem ser utilizadas pelo INSS para a comprovação de vida. Dessa forma, quem participar da votação poderá ter esse registro considerado no processo de atualização cadastral.
A utilização dos dados eleitorais está prevista entre os mecanismos de comprovação estabelecidos para o procedimento. O objetivo é permitir que o próprio poder público faça o cruzamento de informações disponíveis antes de exigir qualquer ação do segurado.
E quem não votar?
O beneficiário que não comparecer às urnas não perde automaticamente o benefício nem fica sem realizar a prova de vida. Nesses casos, o INSS continua utilizando outras bases de dados para procurar registros que confirmem a situação do cidadão.
O sistema reúne informações de diferentes órgãos e serviços públicos, podendo considerar, por exemplo, emissão de documentos, atendimentos e outras movimentações registradas pelo governo.
A regularização só é solicitada quando os sistemas não encontram informações suficientes para confirmar a prova de vida do beneficiário.
Dados das eleições já foram utilizados
O cruzamento com informações eleitorais já apresentou resultados em ciclos anteriores. Em 2024, a base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou eventos relacionados a 20,9 milhões de beneficiários, contribuindo para a atualização de aproximadamente 5 milhões de provas de vida.
Com o mecanismo, o INSS busca ampliar o uso de informações que já estão disponíveis em bases públicas, evitando que o segurado precise apresentar documentos ou comparecer presencialmente apenas para cumprir essa etapa.




