O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece querer levar o nacionalismo americano até mesmo aos mapas do mundo. Segundo relato do próprio presidente, ele pediu ao CEO do Google, Sundar Pichai, que mudasse o nome do Oceano Atlântico para “Oceano Americano”, mas o executivo teria recusado a proposta.
Durante um discurso na Carolina do Sul, Trump contou que Pichai justificou a negativa dizendo que os oceanos envolvem diversos países e que a situação era diferente.
A declaração reacende o debate sobre a postura de Trump em relação à influência americana no mundo. Para críticos de sua política, iniciativas que procuram associar nomes geográficos internacionais à identidade dos Estados Unidos podem ser vistas como expressão de uma visão nacionalista e de ambições de projeção de poder.
Em dois mil e vinte e cinco, o Google Maps já havia alterado a denominação do Golfo do México para “Golfo da América” para usuários nos Estados Unidos, após uma mudança determinada pelo governo americano na nomenclatura geográfica oficial do país.
Agora, a história do Oceano Atlântico levanta uma questão: até onde vai a tentativa de Trump de projetar a marca e o poder dos Estados Unidos sobre referências compartilhadas por diferentes nações?
Vale ressaltar que o episódio do pedido e da recusa foi narrado pelo próprio Trump; não há, nas informações apresentadas, confirmação independente da conversa pelo Google.



