As eliminações precoces na Libertadores e na Copa do Brasil forçaram o Bahia a encarar uma realidade que não se via há décadas no clube. Com apenas 29 jogos disputados até o momento e restando somente as 24 rodadas do Brasileirão, o Esquadrão encerrará 2026 com um total de 53 compromissos oficiais.
O número de partidas de 2026 representa a menor atividade do clube em uma temporada desde 2005, ano marcado pelo rebaixamento para a Série C, quando o time entrou em campo apenas 37 vezes.
Desde então, o Bahia vinha mantendo uma média de jogos elevada, chegando a atingir o ápice de 80 partidas em 2025. O menor registro recente havia sido em 2022, ano do acesso à Série A, quando o Tricolor disputou 59 jogos.
Agora, em 2026, o clube quebra essa barreira para baixo, consolidando uma redução de 27 partidas de diferença em relação ao calendário do ano passado.
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Agenda fechada após quedas: o que resta para o Bahia em 2026
O cronograma tricolor para 2026 foi drasticamente encurtado pela falta de poder de decisão nas competições eliminatórias.
O calendário fica restrito aos 38 jogos da Série A, apenas dois confrontos pela Copa do Brasil e dois pela segunda fase preliminar da Libertadores, somados aos 11 duelos que culminaram no título do Baiano.
A ausência na Copa do Nordeste e a saída rápida dos torneios nacionais e continentais deixaram o elenco com semanas ociosas, diferentemente de times que continuam vivos em torneios continentais e na Copa do Brasil, por exemplo.
O cenário de poucos jogos afeta também visibilidade da marca e a receita operacional do clube. Em todas as outras temporadas desde 2005, o Esquadrão havia jogado pelo menos 60 vezes, com exceção do já citado ano de 2022.
Reflexo nas finanças e no planejamento da SAF
A redução de 33% no volume de partidas em relação a 2025 traz um desafio financeiro para a gestão do Grupo City.
Menos jogos significam menos arrecadação com bilheteria e menores premiações, como já evidenciado pela queda de 88% nas receitas de bônus.
Com apenas 12 jogos restantes na Arena Fonte Nova, a diretoria precisa encontrar formas de manter o engajamento do sócio-torcedor e a relevância comercial em um ano de calendário tão enxuto.
Pelo lado técnico, o tempo extra entre as rodadas do Brasileirão deve ser utilizado para sanar os problemas defensivos. Sem as viagens constantes e o desgaste de jogar a cada três dias, não há justificativas físicas para que o time não apresente uma evolução tática. O foco agora é total na sobrevivência e no crescimento dentro da Série A, a única oportunidade restante para salvar a imagem de uma temporada historicamente curta.



