Quarenta e quatro mandados de busca e apreensão são cumpridos nesta quinta-feira (24) em cinco estados; investigação apura suspeitas de fraudes em 56 procedimentos de contratação realizados por 31 municípios
Uma operação da Polícia Federal cumpre, nesta quinta-feira (24), 44 mandados de busca e apreensão na Bahia e em outros quatro estados brasileiros para investigar um grupo suspeito de envolvimento em fraudes em licitações e contratações diretas.
Segundo a Polícia Federal, R$ 3,4 milhões ligados aos investigados foram bloqueados por determinação judicial. A operação ocorre na Bahia, Piauí, Espírito Santo, Minas Gerais e Sergipe.
As investigações analisam 56 procedimentos de contratação realizados em 31 municípios. Entre os alvos estão empresários e atuais e antigos ocupantes de cargos públicos municipais. Até o momento, os nomes dos investigados não foram divulgados.
Mandados são cumpridos em 13 cidades da Bahia
Na Bahia, os mandados são cumpridos em diferentes regiões do estado. A maior concentração ocorre em Itabuna, com oito mandados, e Ibirataia, com quatro.
Também são realizadas ações em Eunápolis, Itapitanga, Salvador, São Felipe, Ubatã e Uruçuca, com dois mandados em cada município.
Há ainda um mandado em cada uma das cidades de Feira de Santana, Itabela, Presidente Tancredo Neves, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista.
Polícia investiga possível esquema em contratos públicos
De acordo com a Polícia Federal, as investigações identificaram indícios de uma possível atuação coordenada entre empresas e de simulação de concorrência em procedimentos de contratação pública.
Também são investigadas suspeitas de direcionamento de contratações, sobrepreço e faturamento de produtos que não teriam sido entregues.
Outro ponto apurado é o possível fornecimento de equipamentos usados apresentados como novos, além de movimentações financeiras consideradas suspeitas.
A investigação também aponta para possíveis pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos.
Crimes investigados
Caso as suspeitas sejam comprovadas, os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, fraude em licitação e contrato público, falsidade documental, peculato e corrupção ativa e passiva.
A investigação continua para esclarecer a participação de cada envolvido e identificar a extensão das possíveis irregularidades nos contratos públicos.





