Um mototaxista de 22 anos foi morto em uma emboscada no bairro de Plataforma, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, após se recusar a integrar uma facção criminosa que atua na região. A vítima foi identificada como Ícaro Santana Rocha. O crime aconteceu em maio deste ano e voltou a ser investigado após a prisão de um homem apontado como suspeito de atrair o jovem para o local onde ele foi assassinado.
Segundo as investigações da Polícia Civil, o suspeito era amigo de infância de Ícaro e teria utilizado a relação de proximidade entre os dois para marcar um encontro com a vítima. A polícia acredita que a intenção era fazer com que o mototaxista fosse até um determinado endereço, onde acabou surpreendido por disparos de arma de fogo.
As apurações apontam que os dois amigos haviam se afastado depois que o suspeito teria entrado para uma facção criminosa. Ícaro, por sua vez, teria recusado convites para integrar o grupo e decidido romper o contato com o antigo amigo. O jovem chegou a bloquear o suspeito nas redes sociais.
Vítima teria sido atraída para o local do crime
Ícaro estava em casa quando recebeu uma mensagem indicando um endereço para onde deveria ir. De acordo com a investigação, ao chegar ao local, o mototaxista foi surpreendido e atingido por tiros.
A Polícia Civil afirma que o jovem não possuía envolvimento com atividades criminosas e trabalhava como mototaxista.
A principal linha investigativa aponta que a morte pode ter relação com a recusa da vítima em se aproximar da organização criminosa e com o posterior afastamento do antigo amigo.
Suspeito foi preso em Salvador
O homem apontado como responsável por atrair Ícaro foi preso nesta quinta-feira (6), em Salvador. A ação foi realizada por equipes da 3ª Delegacia de Homicídios/BTS, com apoio da Coordenação de Operações e Inteligência (COI) do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Além do mandado de prisão temporária, os policiais também cumpriram um mandado de busca e apreensão relacionado à investigação.
Após a prisão, o suspeito foi levado para uma unidade policial, onde permanece custodiado à disposição da Justiça.
As investigações continuam para esclarecer completamente a dinâmica do homicídio e identificar se outras pessoas participaram da emboscada.


