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Irmão do governador do RJ, Cláudio Castro, é alvo de operação da PF

Vinícius Sarciá Rocha é presidente do conselho de administração da Agência Estadual de Fomento (Agerio) — Foto: Instagram / Reprodução

A Polícia Federal (PF) cumpre, nesta quarta-feira (20), três mandados de busca e apreensão em uma investigação sobre corrupção e lavagem de dinheiro em quatro projetos sociais no estado do Rio de Janeiro. De acordo com a PF, além de envolver o pagamento de propina nos contratos, os investigados direcionavam os projetos para seus redutos eleitorais.

Um irmão do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), foi alvo de mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF). Vinícius Sarciá Rocha é presidente do conselho de administração da Agência Estadual de Fomento (Agerio), é considerado “irmão de criação” do chefe do governo estadual – a mãe de Rocha casou com o pai de Castro.

Batizada de operação Sétimo Mandamento, os agentes apuram crimes de organização criminosa, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, que teriam sido praticados na execução dos projetos sociais “Novo Olhar”, “Rio Cidadão”, “Agente Social” e “Qualimóvel” entre os anos 2017 e 2020 – antes de Castro assumir o governo.

A organização criminosa teria infiltrado-se nos setores públicos de assistência social no Estado fluminense com fraudes em licitações e contratos administrativos, desvio de verbas públicas e pagamentos de “propinas” aos participantes desses esquemas criminosos.

Ainda de acordo com a PF, o grupo buscava ganhos econômicos e políticos indevidos ao orientar a implementação de projetos sociais em suas áreas eleitorais, explorando, ao mesmo tempo, a população mais vulnerável.

Havia, segundo as investigações, desvio de verbas públicas e o pagamento de propina aos envolvidos, com valores entre 5% e 25% do total dos contratos na área de assistência social, os quais totalizam mais de R$ 70 milhões.

A PF não informou se as fraudes eram realizadas na prefeitura do Rio ou no governo do estado e destacou que as investigações seguem em sigilo.

Em 2019, no entanto, a operação Catarata, do Ministério Público Estadual e da Polícia Civil, já havia tido como alvos esses mesmos projetos sociais, que teriam sido usados para fraudes em licitações entre 2013 e 2018. Na época, as investigações envolveram tanto uma fundação estadual (Leão XIII), de 2015 a 2018, quanto duas secretarias municipais da capital, de 2013 a 2017. 

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