Fechar menu
SALVADOR NOTÍCIASALVADOR NOTÍCIA

    Assine atualizações

    Receba as últimas notícias criativas sobre arte, design e negócios.

    O que há de novo

    Espanha cita grupos “reacionários” e fake news em imigração em Ceuta

    03/08/2026

    Projeto seleciona quatro territórios para rede nacional de afroturismo

    03/08/2026

    Estudo sobre hepatites virais traça panorama da doença em onze anos

    03/08/2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Tendendo
    • Espanha cita grupos “reacionários” e fake news em imigração em Ceuta
    • Projeto seleciona quatro territórios para rede nacional de afroturismo
    • Estudo sobre hepatites virais traça panorama da doença em onze anos
    • Acelen apresenta ações sociais e ambientais durante entrevista na Rede Excelsior
    • Ajuda internacional sofre corte de 23,1% em 2025, o maior da história
    • Estado da Bahia lança campanha Agosto Lilás com Vagão das Mulheres no metrô de Salvador
    • CAAB promove Festa da Advocacia 2026 no Shopping Barra, no dia 8 de agosto
    • Ex-apresentador da Globo Darino Sena é internado em hospital psiquiátrico após surto
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest YouTube LinkedIn Whatsapp TikTok
    SALVADOR NOTÍCIASALVADOR NOTÍCIA
    • Início
    • Notícias
      • Bahia
      • Educação
      • Emprego
      • Entrevistas
      • Famosos
      • Indústria
      • Justiça
      • Legislação
      • Meio Ambiente
      • Religioso
      • São João
      • Saúde
      • Tecnologia
      • Vídeos
    • Economia
    • Educação
    • Esportes
    • Internacional
    • Política
    • Segurança
    • Eventos
    • Contato
      • Política de Privacidade
      • Termos De Uso
    SALVADOR NOTÍCIASALVADOR NOTÍCIA
    Lar»Destaque»Estudo sobre hepatites virais traça panorama da doença em onze anos
    Destaque

    Estudo sobre hepatites virais traça panorama da doença em onze anos

    REDAÇÃOPor REDAÇÃO03/08/20269 minutos de leitura
    Compartilhar Facebook Twitter LinkedIn Tumblr E-mail Telegrama Whatsapp
    hepatite tania rego
    Compartilhar
    Facebook Twitter Telegrama E-mail LinkedIn Whatsapp


    Pesquisadores do Einstein Hospital Israelita analisaram 200 trabalhos científicos publicados entre 2013 e 2024, com dados de mais de 14,5 milhões de pessoas, e traçaram um panorama das hepatites virais no Brasil.ebcebc

    A pesquisa faz parte do projeto Caracterização de Hepatites Virais em Populações Vulnerabilizadas, desenvolvido pelo Einstein no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

    O objetivo é gerar conhecimento para fortalecer estratégias de prevenção e cuidado que possam contribuir para que o Brasil alcance a meta de eliminar as hepatites virais até 2030. O estudo foi publicado na revista científica internacional PLOS ONE.

    Foram analisados dados referentes a todas as hepatites virais: A, B, C, D e E.

    “Em geral, as pessoas pensam mais nas hepatites B e C, porque são, de fato, bem frequentes e, além de hepatites agudas, elas são, com frequência, hepatites crônicas”, disse nesta segunda-feira (3) à Agência Brasil o coordenador do estudo, João Renato Rebello Pinho, médico do Departamento de Patologia Clínica do Einstein.

    Hepatite A

    A hepatite A, por exemplo, é uma hepatite aguda, mas que pode ter casos graves. Trata-se de uma hepatite que pode ser evitada pela vacinação. Pinho ressaltou, entretanto, que a hepatite A voltou ao Brasil, principalmente transmitida por homens.

    “É uma nova forma de contato que foi reconhecida, que é o contato oral/anal, ou seja, na hora de fazer sexo, pessoas acabam se contaminando com material anal e com o vírus. Isso fez com que essa doença voltasse a se manifestar na população brasileira em geral”.

    Segundo o especialista, a doença começou nos grupos de homens que fazem sexo com outros homens, mas logo se espalhou para todas as populações não vacinadas.

    “Então, em relação à hepatite A, é importante ressaltar a importância da vacinação, porque tem mulheres que fazem também sexo oral/anal. Elas também estão sujeitas a esse tipo de hepatite”.

    Por outro lado, ele descartou que a doença seja transmitida de pessoa a pessoa pela pele, por exemplo. O contágio de pessoa a pessoa é mais difícil, precisa ser um contato íntimo. 

    “Na verdade, a forma mais comum de contaminação pelo vírus da hepatite A é por via alimentar, ou seja, por água contaminada ou alimentos contaminados”.

    A nova forma que foi descrita nos últimos 10 anos quando esses vírus se espalharam pelo mundo ocorreu, principalmente, por conta desse comportamento sexual. Mas não passa de pessoa a pessoa, como o vírus da Covid-19, afirmou o médico. “Só passa se a pessoa for ao banheiro, sujar a mão e cumprimentar outra pessoa”.

    No contato familiar intenso, contudo, Rebello Pinho admitiu que pode ocorrer contágio. Uma criança que pega hepatite A tem mais facilidade de passar para outras pessoas porque tem todos os cuidados higiênicos dos pais para elas. Não há, entretanto, risco de transmissão de hepatite por contato pessoal no ônibus, no trânsito, na rua. “Isso não vai acontecer. Precisa ser um contato muito íntimo mesmo”.

    Por regiões, a hepatite A, de transmissão oral/fecal, ocorre muito na região amazônica e nas regiões Norte e Nordeste. “Ela ainda é frequente nessas regiões, exceto quando são homens maiores de 18 anos, que nós encontramos muitos casos de hepatite A na região Sul, Sudeste e Centro-Oeste, devido a esse fenômeno de comportamento sexual e à falta de vacinação que ainda não é gratuita para quem tem mais de 18 anos”.

    Hepatites B e C

    Nas hepatites B e C, a principal forma de contato é sexual. Mas também o contato com sangue ou produtos sanguíneos, principalmente o uso de drogas endovenosas, pode transmitir as hepatites B e C.

    Outra forma importante de transmissão é a de mãe para filho durante a gestação e o parto. Rebello Pinho salientou que o Brasil, inclusive, controla muito bem a hepatite B e já controlou a transmissão hepatite B e do HIV de mãe para filho. “É uma coisa muito rara de acontecer atualmente”.

    Rebello Pinho Enfatizou a existência de vacina contra a hepatite B. Ao contrário da hepatite A, a hepatite B pode ser crônica. E tanto a B como a C se relacionam com cirrose e com câncer de fígado. “Daí a importância de tomar vacina para a hepatite B”.

    Para a hepatite B, há tratamentos muito eficazes. Já para a hepatite C, embora as vias de transmissão sejam muito parecidas com as do tipo B, não existe vacina. Esse tipo de hepatite viral tem, por outro lado, tratamentos muito eficazes que curam mais de 95% dos pacientes.

    “Ou seja, é uma doença que, antes, tinha tratamentos muito ruins, mas agora tem tratamento muito bom. O ideal, porém, é que a pessoa não pegue a hepatite C”.

    Para isso, reforçou entre as medidas necessárias o sexo seguro e evitar contato com sangue, principalmente com o uso de drogas endovenosas proibidas.

    O pesquisador lembrou que outra forma muito frequente de transmitir a hepatite C era uso de seringas compartilhadas de transfusão de sangue. Hoje, contudo, é muito raro conseguir transmitir a hepatite B e C por esses caminhos, indicou. Para prevenir a hepatite C, orientou que devem ser evitados esses comportamentos.

    Hepatite D

    De acordo com João Renato Rebello Pinho, a hepatite D, ou Delta, é negligenciada.“Porque ela acontece, em geral, com populações de um nível socioeconômico mais baixo, que acabam sendo negligenciadas pelos sistemas de saúde”.

    No Brasil, ela é muito frequente na região amazônica, especialmente nas populações ribeirinhas, de difícil acesso, nas quais é difícil fazer o diagnóstico. O médico destacou que também a hepatite B é mais frequente no Brasil na região amazônica, embora ocorra em todo o Brasil.

    “Apesar de ter uma vacina e tratamento eficazes, ela é uma doença muito espalhada na população brasileira, com várias fontes do vírus em diferentes lugares do Brasil e não só na região amazônica”.

    Rebello Pinho explicou que as hepatites B e D são relacionadas. Na região amazônica, há populações que apresentam uma frequência importante de hepatite Delta. Ele esclarece, no entanto, que só pega a hepatite D, ou Delta, quem é portador do vírus de hepatite B.

    “Ou a pessoa pega o vírus de hepatite B e Delta ao mesmo tempo, ou já tem o vírus de hepatite B e depois pega o vírus da hepatite D”.

    Estudos genéticos dos vírus presentes no Brasil mostraram que a maior parte dos vírus é característica da região amazônica. Ou seja, têm um ciclo viral que está sendo mantido há muito tempo na região amazônica, “apesar de a gente saber que a vacina para hepatite B é eficaz para a prevenção também da hepatite Delta. Se a pessoa não pega hepatite B, ela não pega hepatite Delta”.

    Nas populações ribeirinhas, distantes de grandes centros urbanos, muitas vezes vai haver pessoas que se infectam com a hepatite B e Delta ao mesmo tempo. Quando isso ocorre, a hepatite é mais grave, pode ser fulminante. “Pode ser hepatite aguda mais grave, uma hepatite crônica mais grave, relacionada com cirrose, com câncer de fígado. É um grande problema de saúde pública na região amazônica”.

    Na avaliação do médico do Departamento de Patologia Clínica do Einstein, esse tipo de hepatite tem que ser vista dentro das chamadas doenças raras.

    “As pessoas esquecem da hepatite Delta, porque ela só está presente em alguns grupos populacionais. Mas nesses grupos ela tem uma frequência grande e uma mortalidade também importante. Apesar de ser uma hepatite, é uma doença negligenciada, porque é mal diagnosticada”.

    Os tratamentos são difíceis de serem realizados na região amazônica. “Ou seja, esse é um problema de saúde pública importante”, reiterou.

    Hepatite E

    A hepatite E não é muito conhecida. Foi descrita inicialmente na Índia, onde apresenta casos bem graves e epidemias muito extensas, devido a um genótipo que só é encontrado naquele país.

    No Brasil, como na Europa, essa é uma hepatite causada por um genótipo diferente, encontrado em animais. Isso significa que essa hepatite é uma zoonose, quer dizer, é uma doença transmitida para o homem a partir de outros animais, especialmente o porco. Já existem trabalhos demonstrando a existência de alguns porcos infectados com hepatite E no Brasil.

    Rebello Pinho assegurou que não só a hepatite E, mas todos os outros tipos de hepatites virais vão se beneficiar muito da noção de saúde única. Isso significa que é necessário melhorar a saúde não só dos seres humanos, como dos animais. “Para pensar em hepatite E, teria que se pensar também em porcos, porque alguns porcos do Brasil têm essa doença”.

    O trabalho realizado pelos pesquisadores revelou que o Sul do Brasil pode ter um pouco mais de hepatite E, por concentrar maior criação de suínos.

    Por outro lado, a hepatite E não é tão grave como as demais. É uma doença aguda mas que, muitas vezes, pode até passar despercebida. Trata-se de uma doença que ainda precisa ser melhor estudada no Brasil.

    Prevalência

    Nos 200 estudos incluídos, a hepatite B foi a mais estudada, seguida pela hepatite C. A soroprevalência da hepatite A na população geral variou entre 33,3% e 67,8%. Em populações vulneráveis, a maior soroprevalência foi entre as populações encarceradas (88,1%), seguidas por imigrantes (87,4%) e indivíduos transgêneros (75,6%).

    A Hepatite B apresentou prevalência variando de 0% a 7,5% na população geral, com as maiores taxas em uma região endêmica amazônica. A soroprevalência de hepatite C variou de 0,04% a 2,2% na população geral, com taxas mais altas entre pessoas que usam drogas (36,9%).

    A hepatite D foi predominantemente relatada na região amazônica, com prevalência variando de 0% a 23,9%. Para hepatite E, a prevalência na população geral variou de 0,9 a 59,4%, com o valor mais alto na Região Sul.

    Planejamento

    O material analisado pelo grupo liderado pelo Einstein Hospital Israelita poderá apoiar gestores, profissionais de saúde e pesquisadores no planejamento de iniciativas alinhadas aos esforços nacionais para eliminação dessas doenças até 2030.

    Proadi-SUS

    O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) foi criado em 2009. O objetivo é apoiar e aprimorar o SUS por meio de projetos de capacitação, pesquisa, avaliação e incorporação de tecnologias, além de gestão e assistência especializadas, demandados pelo Ministério da Saúde.

    Atualmente, o programa reúne sete hospitais sem fins lucrativos que são referência em qualidade médico-assistencial e gestão: A.C. Camargo Cancer Center, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Hcor, Einstein Hospital Israelita, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês.

    Os recursos do Proadi-SUS advêm da imunidade fiscal dos hospitais participantes. 

     




    Fonte: EBC

    anos doença Estudo hepatites onze panorama sobre traça virais
    Compartilhar. Facebook Twitter LinkedIn Telegrama Reddit E-mail Whatsapp
    Artigo AnteriorAcelen apresenta ações sociais e ambientais durante entrevista na Rede Excelsior
    Próximo artigo Projeto seleciona quatro territórios para rede nacional de afroturismo
    REDAÇÃO
    • Local na rede Internet

    Related Posts

    Espanha cita grupos “reacionários” e fake news em imigração em Ceuta

    03/08/2026 Últimas notícias Por REDAÇÃO

    Projeto seleciona quatro territórios para rede nacional de afroturismo

    03/08/2026 Últimas notícias Por REDAÇÃO

    Ajuda internacional sofre corte de 23,1% em 2025, o maior da história

    03/08/2026 Destaque Por REDAÇÃO

    Ex-apresentador da Globo Darino Sena é internado em hospital psiquiátrico após surto

    03/08/2026 Bahia Por ROSY SILVA

    Agosto Lilás: estações de Salvador terão atendimento e registro de ocorrências para mulheres

    03/08/2026 Segurança Por ROSY SILVA

    Estudantes de todo o país participam da Jornada de Foguetes 2026

    03/08/2026 Destaque Por REDAÇÃO
    Adicione um comentário

    Deixe uma resposta Cancelar resposta

    Você precisa fazer o login para publicar um comentário.

    Demo
    Top Posts

    Saltos ornamentais: Ingrid Oliveira fatura vaga para o Brasil em Paris

    19/07/2023

    Copa do Mundo feminina começa com favoritismo compartilhado

    19/07/2023

    Petrúcio é tricampeão e Jerusa leva 2º ouro em último dia do Mundial

    19/07/2023
    Não perca
    Últimas notícias

    Espanha cita grupos “reacionários” e fake news em imigração em Ceuta

    Por REDAÇÃO03/08/2026

    O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, afirmou que houve uma coordenação…

    Projeto seleciona quatro territórios para rede nacional de afroturismo

    03/08/2026

    Estudo sobre hepatites virais traça panorama da doença em onze anos

    03/08/2026

    Acelen apresenta ações sociais e ambientais durante entrevista na Rede Excelsior

    03/08/2026
    Manter contato
    • Facebook
    • YouTube
    • TikTok
    • Whatsapp
    • Twitter
    • Instagram
    • Pinterest
    • LinkedIn
    Últimas revisões
    Demo
    Mais popular

    Espanha cita grupos “reacionários” e fake news em imigração em Ceuta

    03/08/2026

    Projeto seleciona quatro territórios para rede nacional de afroturismo

    03/08/2026

    Estudo sobre hepatites virais traça panorama da doença em onze anos

    03/08/2026
    1 2 3 … 2.524 Próximo
    Nossas escolhas

    Ajuda internacional sofre corte de 23,1% em 2025, o maior da história

    03/08/2026

    Brasil aciona OMC contra tarifas impostas pelos Estados Unidos

    28/07/2026

    Fachin repudia fala de Milei contra Moraes e reafirma autonomia do STF

    26/07/2026
    1 2 3 … 61 Próximo

    Assine para atualizações

    Cadastre-se gratuitamente no Salvador Notícia e receba as principais notícias de Salvador, da Bahia e do Brasil direto no seu celular. Informação rápida, confiável e sempre atualizada!

    SALVADOR NOTÍCIA
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest YouTube
    • Anunciar
    © 2026 Salvador Notícia. Todos os direitos reservados. | Política de Privacidade

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.