Entregadores que trabalham por aplicativos realizam uma paralisação nacional nesta terça-feira (1º) para reivindicar melhores condições de trabalho e aumento nos valores pagos pelas plataformas. A mobilização acontece em diversas cidades brasileiras, incluindo Salvador, Feira de Santana, Campinas, Goiânia e Brasília.
Na capital baiana, o movimento foi divulgado pelo coletivo Família Motoboy SSA, que convocou os profissionais para participar do chamado “Breque Nacional dos Apps pela MP da Taxa Mínima”. A mobilização também envolve motociclistas que atuam no transporte de passageiros por aplicativos.
Entre as principais reivindicações está a criação de um pagamento mínimo de R$ 10 para entregas de até quatro quilômetros. A categoria também defende um adicional de R$ 2,50 por quilômetro percorrido acima dessa distância.
Os trabalhadores ainda questionam determinadas modalidades oferecidas pelas plataformas, como o sistema +Entregas, que estabelece regiões e horários específicos para atuação. Segundo os profissionais, essas condições podem reduzir os ganhos e dificultar a escolha das corridas.
Outra medida contestada é a modalidade conhecida como “Fim de Semana Turbinada”. Os entregadores pedem alterações nas regras de remuneração e nas condições impostas pelos aplicativos.
Em diferentes cidades, a mobilização inclui paralisação das atividades, buzinaços, carreatas e manifestações. Em São Paulo, por exemplo, está prevista uma concentração na Praça Charles Miller, seguida de uma manifestação pelas ruas da capital.
A categoria também critica propostas legislativas relacionadas ao trabalho por aplicativos. Entre os argumentos apresentados pelos trabalhadores está a avaliação de que algumas iniciativas não garantiriam direitos trabalhistas e proteção social considerados necessários pela categoria.
Em Salvador, além das reivindicações nacionais, também existem propostas em discussão relacionadas à segurança dos entregadores. Um projeto apresentado na Câmara Municipal prevê a contratação de seguro de vida e acidentes pessoais para motociclistas cadastrados em plataformas de entrega enquanto estiverem trabalhando.


