O deputado estadual Binho Galinha (Avante) recebeu mais de 23 mil votos na eleição para a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), realizada neste domingo (4). O resultado, porém, ainda não representa uma definição sobre sua permanência no Legislativo baiano, já que o parlamentar disputou o pleito com o registro de candidatura indeferido e sob condição sub judice.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) havia rejeitado o registro da candidatura em setembro. A defesa apresentou recurso, mas o entendimento contrário ao parlamentar foi mantido durante a tramitação do processo.
Mesmo com o indeferimento, os votos foram contabilizados pela Justiça Eleitoral, já que a situação da candidatura ainda não havia sido encerrada de forma definitiva.
Votos podem influenciar composição da ALBA
A definição sobre o destino dos mais de 23 mil votos dependerá do resultado final do processo eleitoral. Caso o registro seja definitivamente considerado inválido, a Justiça Eleitoral deverá aplicar as regras previstas para esses casos, o que poderá provocar alterações na composição das cadeiras da Assembleia Legislativa da Bahia.
Por isso, o resultado obtido nas urnas não deve ser interpretado, neste momento, como garantia de que Binho Galinha assumirá ou permanecerá no cargo.
A situação também pode gerar reflexos na distribuição das vagas entre os partidos e candidatos, dependendo da decisão definitiva sobre a validade dos votos.
Candidatura permaneceu sob análise durante a eleição
Durante a campanha, Binho Galinha continuou autorizado a realizar atos eleitorais enquanto o processo tramitava na Justiça. A condição sub judice permitiu que seu nome permanecesse na disputa, embora o registro estivesse sob questionamento judicial.
A situação só será definitivamente esclarecida após o encerramento das etapas do processo eleitoral e a decisão sobre a validade ou não da candidatura.
Parlamentar está preso preventivamente
Além da disputa judicial relacionada ao registro eleitoral, Binho Galinha está preso preventivamente desde outubro de 2025.
O parlamentar é investigado no âmbito da Operação El Patrón, que apura a atuação de uma suposta organização criminosa e suspeitas relacionadas a crimes como lavagem de dinheiro, jogo do bicho e agiotagem.
As investigações e acusações mencionadas são objeto de apuração pelas autoridades, e a prisão preventiva não representa, por si só, uma condenação definitiva.
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