A proprietária de uma empresa de empréstimos, identificada como Jéssica Gonçalves dos Santos, de 34 anos, foi presa na manhã desta terça-feira (14), no bairro Papagaio, em Feira de Santana, durante uma operação da Polícia Civil. Ela é investigada por suspeita de integrar um esquema de estelionato contra pessoas idosas e teve a prisão preventiva cumprida por equipes da corporação.
De acordo com as investigações, a suspeita responde a pelo menos 40 procedimentos policiais registrados entre 2025 e 2026. A Polícia Civil apurou que a empresa era utilizada para atrair idosos com a promessa de simulações de crédito consignado. Durante o atendimento, eram coletados documentos pessoais, dados bancários, senhas, imagens faciais e outras informações sensíveis das vítimas.
Segundo a polícia, os dados eram utilizados para contratar empréstimos e refinanciamentos sem o conhecimento ou autorização dos idosos. Em diversos casos, os contratos eram firmados com valores superiores aos solicitados, e parte do dinheiro era desviada para contas de terceiros por meio de transferências bancárias e operações via PIX.
Conforme o delegado João Uzzum, titular da 1ª Delegacia Territorial (DT) de Feira de Santana, o grupo utilizava as operações financeiras para dificultar o rastreamento dos recursos desviados.
As investigações também apontam que o esquema criminoso era organizado. Integrantes abordavam idosos nas proximidades de instituições financeiras e os conduziam até o escritório da empresa, onde eram realizadas as supostas simulações de crédito.
A Polícia Civil informou que os prejuízos comprovados até o momento ultrapassam R$ 500 mil. Além disso, vítimas que questionavam as irregularidades nas operações financeiras eram ameaçadas.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência da investigada e em outros dois imóveis no centro de Feira de Santana. Celulares, notebooks, computadores e documentos foram apreendidos e serão periciados para auxiliar na continuidade das investigações.
A suspeita foi encaminhada para uma unidade policial, onde permanece à disposição da Justiça.


