Fechar menu
SALVADOR NOTÍCIASALVADOR NOTÍCIA

    Assine atualizações

    Receba as últimas notícias criativas sobre arte, design e negócios.

    O que há de novo

    13 de maio: dia de reflexão sobre como reparar danos da escravidão

    13/05/2026

    Desenrola: renegociação de dívidas do Fies começa nesta quarta-feira

    13/05/2026

    Com queda do dólar, comércio cresce 0,5% em março e amplia recorde

    13/05/2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Tendendo
    • 13 de maio: dia de reflexão sobre como reparar danos da escravidão
    • Desenrola: renegociação de dívidas do Fies começa nesta quarta-feira
    • Com queda do dólar, comércio cresce 0,5% em março e amplia recorde
    • Divulgado resultado de pedido de isenção da inscrição para o Enem 2026
    • TSE faz novos testes de segurança na urna eletrônica
    • CMN adia bloqueio ambiental no crédito rural para 2027
    • Governo e Câmara acordam fim da 6×1 e jornada de 40 horas semanais
    • Tudo ou nada! Pressionado, Bahia encara o Remo por sobrevivência na Copa do Brasil
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest YouTube LinkedIn Whatsapp TikTok
    SALVADOR NOTÍCIASALVADOR NOTÍCIA
    • Início
    • Notícias
      • Bahia
      • Educação
      • Emprego
      • Entrevistas
      • Famosos
      • Indústria
      • Justiça
      • Legislação
      • Meio Ambiente
      • Religioso
      • São João
      • Saúde
      • Tecnologia
      • Vídeos
    • Economia
    • Educação
    • Esportes
    • Internacional
    • Política
    • Segurança
    • Eventos
    • Contato
      • Política de Privacidade
      • Termos De Uso
    SALVADOR NOTÍCIASALVADOR NOTÍCIA
    Lar»Destaque»13 de maio: dia de reflexão sobre como reparar danos da escravidão
    Destaque

    13 de maio: dia de reflexão sobre como reparar danos da escravidão

    REDAÇÃOPor REDAÇÃO13/05/20266 minutos de leitura
    Compartilhar Facebook Twitter LinkedIn Tumblr E-mail Telegrama Whatsapp
    mg 3627 0
    Compartilhar
    Facebook Twitter Telegrama E-mail LinkedIn Whatsapp


    O dia 13 de maio, data oficial da abolição da escravatura no Brasil, não é comemorado como o dia da libertação. Para estudiosos e movimentos da sociedade civil, ao assinar a Lei Áurea, em 1888, a Princesa Isabel nada disse ou fez sobre o dia seguinte. Muitas pessoas, até mesmo crianças, foram lançadas às ruas com a roupa do corpo. Outras foram mantidas nas mesmas condições de antes.ebcebc

    Por isso, a data da abolição, historicamente, tem sido marcada pelo movimento negro como forma de provocar uma reflexão sobre a perpetuação do racismo estrutural, que se traduz em discriminação, pobreza e exclusão, assim como sobre ações de reparação.

    Uma delas é a campanha Justiça Tributária Já, planejada por organizações da sociedade civil, como o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) e a Oxfam Brasil.

    A campanha propõe enfrentar desigualdades raciais que estruturam a economia brasileira por meio da tributação de grandes fortunas, muitas oriundas de empreendimentos escravocratas, altas rendas, lucros e dividendos.

    A ação também busca acabar com privilégios fiscais e garantir um alívio para as famílias que precisam se endividar para sobreviver.

    >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

    Arqueologia da Regressividade

    No documento que traz as sugestões de mudanças no sistema tributário brasileiro, o Arqueologia da Regressividade, a Oxfam Brasil identificou, entre os super-ricos no Brasil, 80% de homens brancos (Pnad 2024), enquanto os beneficiados pela isenção de IR (rendas até R$ 5 mil) são 44% negros e 41% mulheres.

    Ao levantar os dados, a Oxfam identificou que mulheres negras sustentam lares com menor renda e maior incidência de tributos indiretos, enquanto R$ 400 bilhões em lucros e dividendos escapam da tributação que poderia servir para redistribuir recursos.

    “O país precisa enfrentar a herança [da escravidão] que ainda carrega”, afirma a Oxfam, no Arqueologia da Regressividade.

    A entidade lembra que, no pós-abolição, políticas negaram acesso à terra, educação e trabalho formal aos negros, preferindo e beneficiando, com leis e incentivo, imigrantes europeus.

    “Essa desigualdade estrutural persiste até hoje, refletindo-se no sistema tributário, que, ao não considerar a história, reforça desigualdades socioeconômicas.”

    A disparidade pode ser constatada, por exemplo, na remuneração média: enquanto os homens não negros têm renda média de R$ 6.033, mulheres negras recebem R$ 2.864 em média, segundo dados do Ministério do Trabalho.

    Apesar de estarem em curso ações afirmativas no país, as medidas não geraram ainda um aumento na renda da população negra. Mulheres negras com ensino superior, por exemplo, ganhavam menos da metade que os homens brancos, isto é, R$ 4.837 a menos por mês.

    “Isso revela que a desigualdade racial continua operando por outros mecanismos, dentre os quais se destaca a tributação regressiva”, destaca a Oxfam.

    Segundo a organização, as famílias que ganham menos são mais afetadas pelos elevados impostos indiretos, ou seja, impostos embutidos no preço da comida, dos transportes e nos produtos industrializadas, como o ICMS, IPI/Cofins, que abocanham a renda dos mais pobres, onde estão pretos e pardos, os chamados negros.

    >> Clique aqui e confira matéria Viva Maria reflete sobre a “falsa abolição” da escravatura no Brasil, da Radioagência Nacional

    Reparação Já

    A bancada negra do Congresso Nacional e parlamentares de diversos partidos comprometidos com a justiça racial e o desenvolvimento do país lançam neste dia 13 de maio a campanha Nem Mais um Dia: Reparação Já, pela aprovação da PEC 27/2024, que cria um fundo de reparação econômica.


    Nova York, EUA, 13.03.2024 - Janja Lula da Silva participa de Evento paralelo GELEDÉS: “Estratégia para o empoderamento da mulher negra”, em Nova York, EUA. Foto: Claudio Kbene/PR
    Nova York, EUA, 13.03.2024 - Janja Lula da Silva participa de Evento paralelo GELEDÉS: “Estratégia para o empoderamento da mulher negra”, em Nova York, EUA. Foto: Claudio Kbene/PR

    Deputada Benedita da Silva é presidente da comissão especial que analisa a PEC que propõe a criação de um fundo de reparação – Claudio Kbene/PR

    Estão à frente da proposta a senadora Benedita da Silva (PT-RJ), presidente da comissão especial que analisa a PEC; o deputado Orlando Silva (PCdoB- SP), relator da proposta; e o deputado Damião Feliciano (União-PB), autor do texto.

    A proposta insere a igualdade racial como direito fundamental na Constituição, torna obrigação do Estado eliminar todas as formas de discriminação. Pelo texto, políticas por reparação econômica e promoção da igualdade racial passam a ser permanentes.

    A PEC também cria o Fundo Nacional de Reparação Econômica e Promoção da Igualdade Racial (FNREPIR), a ser gerido pelo Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) e que tem por objetivo financiar ações como: 

    • programa de oportunidade econômica e empreendedorismo negro;
    • ações de combate às desigualdades raciais;
    • políticas de inclusão e justiça socioeconômica; e
    • projetos culturais e educacionais.

    “Nós temos uma oportunidade histórica que é a da aprovação de um fundo econômico para políticas de reparação histórica que está previsto pela PEC 27. Esse fundo prevê o investimento de R$ 1 bilhão por ano pelos próximos 20 anos em políticas de reparação”, estima Douglas Belchior, diretor de articulação política do Instituto de Referência Negra Peregum. 

    “Um valor irrisório perto do montante destinado a políticas para o agronegócio, para o pagamento de juros de dívida pública e para as escandalosas emendas parlamentares.”

    Abolição no Brasil


    Rio de Janeiro (RJ), 16/03/2023 – A diretora-geral do Arquivo Nacional, Ana Flávia Magalhães Pinto concede entrevista à Agência Brasil. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 16/03/2023 – A diretora-geral do Arquivo Nacional, Ana Flávia Magalhães Pinto concede entrevista à Agência Brasil. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

    Pesquisadora da UnB Ana Flávia Magalhães Pinto – Tomaz Silva/Agência Brasil

    No 13 de maio de 1888 havia um movimento de libertação organizado pelos próprios escravizados, com lutas de quilombolas, por exemplo, intelectuais negros e outros movimentos, como a imprensa negra e organizações religiosas.

    No domingo em que a abolição foi assinada pela princesa no Brasil houve comemoração nas ruas, segundo os historiadores. Porém, no dia seguinte, pouca coisa mudou: havia libertos sem ter para onde ir, sem casa, sem comida e sem emprego.

    Para a historiadora e professora da Universidade de Brasília (UnB) Ana Flávia Magalhães, a abolição marcou um novo nivelamento por baixo para a cidadania de pessoas negras, que já tinha sido afirmado na própria Constituição do Império de 1824.

    As subdivisões entre escravizados, libertos e nascidos livres desapareceram em constituições posteriores à de 1824, mas sem que se alterassem as baixas expectativas acerca desse segmento populacional.

    “Assim, o racismo seguiu estruturando as relações econômicas e, consequentemente, limitando acesso a direitos civis, político e sociais, como emprego, remuneração, educação, saúde e habitação”, ressalta a pesquisadora.

    De acordo com ela, pesquisas desenvolvidas com a presença cada vez maior de historiadores negros têm evidenciado como políticas públicas reparatórios beneficiaram escravistas e seus descendentes legítimos, em detrimento da maioria do povo deste país.

    “Escravidão e racismo não são sinônimos ou equivalentes, mas ambos são importantes para compreendermos como a liberdade plena e a cidadania de gente negra nunca foram prioridade máxima na condução do Estado brasileiro”, avalia Ana Flávia.

    O Brasil foi o último país da América a abolir a escravidão e também o principal receptor de africanos sequestrados do mundo.

    Estima-se que quase quatro milhões de pessoas tenham aportado no país em navios negreiros – nome das embarcações responsáveis pelo transporte.

    Só o Cais do Valongo, principal porto de escravizados no Rio de Janeiro, teria recebido mais de um milhão de pessoas, comercializadas dentro e fora do país.

    *Colaborou Alice Rodrigues, estagiária da Agência Brasil



    Fonte: EBC

    como danos dia escravidão maio reflexão reparar sobre
    Compartilhar. Facebook Twitter LinkedIn Telegrama Reddit E-mail Whatsapp
    Artigo AnteriorDesenrola: renegociação de dívidas do Fies começa nesta quarta-feira
    REDAÇÃO
    • Local na rede Internet

    Related Posts

    Desenrola: renegociação de dívidas do Fies começa nesta quarta-feira

    13/05/2026 Destaque Por REDAÇÃO

    Com queda do dólar, comércio cresce 0,5% em março e amplia recorde

    13/05/2026 Últimas notícias Por REDAÇÃO

    Divulgado resultado de pedido de isenção da inscrição para o Enem 2026

    13/05/2026 Últimas notícias Por REDAÇÃO

    TSE faz novos testes de segurança na urna eletrônica

    13/05/2026 Últimas notícias Por REDAÇÃO

    CMN adia bloqueio ambiental no crédito rural para 2027

    13/05/2026 Últimas notícias Por REDAÇÃO

    Governo e Câmara acordam fim da 6×1 e jornada de 40 horas semanais

    13/05/2026 Últimas notícias Por REDAÇÃO
    Adicione um comentário

    Deixe uma resposta Cancelar resposta

    Você precisa fazer o login para publicar um comentário.

    Demo
    Top Posts

    Tudo ou nada! Pressionado, Bahia encara o Remo por sobrevivência na Copa do Brasil

    13/05/2026

    Quatro suspeitos mortos em confronto com a polícia em Itaparica

    13/09/2024

    Uesb prorroga, até 30 de setembro, inscrições e pedidos de isenção do Vestibular 2025

    27/09/2024
    Não perca
    Destaque

    13 de maio: dia de reflexão sobre como reparar danos da escravidão

    Por REDAÇÃO13/05/2026

    O dia 13 de maio, data oficial da abolição da escravatura no Brasil, não é…

    Desenrola: renegociação de dívidas do Fies começa nesta quarta-feira

    13/05/2026

    Com queda do dólar, comércio cresce 0,5% em março e amplia recorde

    13/05/2026

    Divulgado resultado de pedido de isenção da inscrição para o Enem 2026

    13/05/2026
    Manter contato
    • Facebook
    • YouTube
    • TikTok
    • Whatsapp
    • Twitter
    • Instagram
    • Pinterest
    • LinkedIn
    Últimas revisões
    Demo
    Mais popular

    Tudo ou nada! Pressionado, Bahia encara o Remo por sobrevivência na Copa do Brasil

    13/05/2026

    Quatro suspeitos mortos em confronto com a polícia em Itaparica

    13/09/2024

    Uesb prorroga, até 30 de setembro, inscrições e pedidos de isenção do Vestibular 2025

    27/09/2024
    Nossas escolhas

    Lula recebe Michelle Bachelet e reafirma apoio para ela chefiar ONU

    12/05/2026

    Morre mãe do ativista brasileiro Thiago Ávila, preso em Israel

    06/05/2026

    Homem atira durante jantar de Trump com correspondentes em Washington

    26/04/2026

    Assine para atualizações

    Receba as últimas notícias criativas sobre arte, design e negócios.

    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    • Anunciar
    © 2026 ThemeSphere. Designed by ThemeSphere.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.