Profissionais de enfermagem que atuam em unidades administradas pela Fundação José Silveira, na Bahia, denunciam atrasos frequentes no pagamento de salários. Segundo relatos, os vencimentos — que deveriam ser quitados até o quinto dia útil — vêm sendo pagos com até 20 dias de atraso, situação que tem se repetido ao longo dos últimos anos.
De acordo com o Sindicato dos Enfermeiros do Estado da Bahia (SEEB), o problema não é pontual e já se arrasta há quase uma década. A entidade afirma que existem ações judiciais em andamento contra a fundação e que novas medidas estão sendo tomadas, já que as tentativas de resolução por meio de diálogo não têm surtido efeito.
A crise atinge cerca de 2,3 mil profissionais de enfermagem, podendo impactar ainda mais trabalhadores de outras áreas da saúde. Entre as unidades com registros de atrasos estão hospitais importantes da rede pública estadual, como o Hospital Geral de Camaçari, Hospital Geral do Estado, Hospital Roberto Santos, entre outros administrados pela instituição.
Além dos salários, o sindicato também denuncia irregularidades no pagamento de férias, 13º salário e depósitos do FGTS, além de problemas com benefícios como transporte e alimentação.
Segundo a entidade, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia já foi notificada sobre a situação. Mesmo assim, os atrasos continuam acontecendo mês após mês. Para os trabalhadores, o impacto é direto: compromissos financeiros deixam de ser cumpridos e aumentam as dificuldades no dia a dia.
A Fundação José Silveira e a Secretaria de Saúde foram procuradas para comentar as denúncias, mas não se manifestaram até o momento.


