Cerca de 49,6 milhões de pessoas físicas e pouco mais de 5 milhões de empresas ainda têm dinheiro esquecido em instituições financeiras no Brasil. Segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (10), o volume total disponível para resgate chega a R$ 10,27 bilhões.
De acordo com o balanço, que considera valores contabilizados até dezembro de 2025, R$ 7,97 bilhões pertencem a pessoas físicas, enquanto R$ 2,29 bilhões são de pessoas jurídicas. Desde o início do programa de devolução, o Banco Central informa que R$ 13,35 bilhões já foram restituídos a clientes que possuíam recursos esquecidos em bancos, consórcios e outras instituições financeiras.
O Sistema de Valores a Receber permite consultas tanto para pessoas físicas — inclusive falecidas — quanto para empresas, possibilitando verificar a existência de quantias não resgatadas. Embora o prazo oficial para solicitação tivesse, em tese, se encerrado em 16 de outubro de 2024, o Ministério da Fazenda esclareceu que não há prazo limite para a retirada do dinheiro. Apesar de o Congresso Nacional ter autorizado, em 2024, o recolhimento desses valores pelo governo, a medida não está em execução, segundo a pasta.
A consulta e o pedido de resgate devem ser feitos exclusivamente pelo site oficial do Banco Central. Para receber os recursos, é necessário informar uma chave Pix vinculada ao CPF ou CNPJ. Caso o cidadão não possua chave cadastrada, é possível entrar em contato diretamente com a instituição financeira responsável para combinar outra forma de pagamento ou criar uma chave e retornar ao sistema.
Nos casos de valores pertencentes a pessoas falecidas, a consulta só pode ser realizada por herdeiros, inventariantes, representantes legais ou testamentários, mediante preenchimento de um termo de responsabilidade. Após a verificação, é preciso seguir as orientações da instituição onde o dinheiro está depositado para concluir o resgate.



