O Carnaval na Bahia não é apenas sinônimo de festa para milhões de foliões que lotam ruas e circuitos pelo estado. A maior manifestação popular baiana também representa um forte impulso para a economia. De acordo com a mais recente projeção da Fecomércio-BA, os setores de comércio e turismo devem movimentar cerca de R$ 12,4 bilhões ao longo do mês de fevereiro, período em que se concentram os festejos carnavalescos. O valor representa um crescimento real de 6% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.
O comércio aparece como o principal responsável pelo volume financeiro gerado no período, considerando segmentos diretamente ligados à festa, como supermercados, lojas de vestuário, combustíveis, farmácias e estabelecimentos de bebidas. A busca por fantasias, adereços, alimentos, gelo, além do abastecimento de veículos para viagens, impulsiona as vendas em todo o estado.
Segundo a entidade, apenas as atividades comerciais relacionadas ao Carnaval devem alcançar R$ 11,7 bilhões em fevereiro, o que corresponde a um incremento anual de 5,4%. Setores sem relação direta com a folia, como a venda de veículos, não entram no cálculo apresentado pela federação.
Já o turismo, embora movimente um volume menor em comparação ao comércio, apresenta um ritmo de crescimento mais acelerado. A estimativa é de R$ 730 milhões em receitas durante o mês, com alta de 12,3% frente ao mesmo período do ano anterior. Se confirmados os números, este poderá ser o melhor fevereiro da história para o turismo baiano.
O desempenho é impulsionado tanto pelos próprios baianos, que aproveitam o feriado prolongado para viajar dentro do estado, quanto pelos visitantes de outras regiões do país. Turistas — com destaque para os paulistas — reforçam a ocupação de hotéis e pousadas, além de movimentar bares, restaurantes, serviços de transporte, locação de veículos e o comércio em geral.
Com a combinação de alta demanda, fluxo turístico intenso e consumo aquecido, o Carnaval reafirma seu papel não apenas como patrimônio cultural da Bahia, mas também como um dos períodos mais estratégicos para a geração de renda e fortalecimento da economia estadual.



