Antigos funcionários e colaboradores da operadora Oi começaram a receber, nesta sexta-feira (6), pagamentos referentes a verbas rescisórias de natureza indenizatória. Nesta primeira etapa, o limite estabelecido é de R$ 15 mil por trabalhador, mas nem todos terão direito ao valor máximo.
A quantia será calculada de acordo com os créditos reconhecidos de cada beneficiário e a disponibilidade de dinheiro em caixa. Por isso, os pagamentos serão realizados de forma proporcional.
A medida foi aprovada pelos administradores judiciais Bruno Rezende e Adriano Pinto Machado, mediante determinação da juíza Simone Gastesi Chevrand, responsável pela 7ª Vara Empresarial da Capital, no Rio de Janeiro.
Os antigos funcionários foram classificados como credores extraconcursais, condição que estabelece regras específicas para o recebimento de determinados valores durante o processo de falência.
Justiça já liberou R$ 7,8 milhões para trabalhadores
A Justiça do Rio de Janeiro vem direcionando parte dos recursos da massa falida da companhia para quitar obrigações trabalhistas.
Até agora, R$ 7,8 milhões foram destinados ao pagamento de salários e verbas rescisórias de antigos funcionários. A nova rodada de pagamentos representa a continuidade dessa iniciativa, mas os valores individuais dependerão do rateio.
Falência da Oi envolve dívida de R$ 44 bilhões
A crise financeira da operadora resultou em uma nova decretação de falência em 25 de agosto de 2026. Na ocasião, a 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro tomou a decisão por unanimidade, rejeitando recursos apresentados pelos bancos Bradesco e Itaú.
A primeira determinação de falência havia ocorrido em novembro de 2025, depois de um processo de recuperação judicial iniciado em dezembro de 2022. Entretanto, a decisão foi suspensa após contestação das instituições financeiras.
Os bancos argumentaram que o encerramento das atividades poderia causar prejuízos a clientes, funcionários e credores. Com a suspensão, a companhia passou por uma segunda recuperação judicial.
Mesmo após as tentativas de reestruturação, a Oi não conseguiu superar suas dificuldades financeiras. A empresa acumula uma dívida estimada em R$ 44 bilhões, envolvendo aproximadamente 164 mil credores.
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