A advogada Fernanda Oliveira Borges, reconhecida como a primeira advogada trans da Bahia, foi presa nesta sexta-feira (3) durante a Operação Sintonia de Gravata, que apura um suposto esquema de comunicação clandestina entre líderes de facções criminosas custodiados no sistema prisional baiano.
Segundo as investigações, Fernanda integra o grupo de oito advogados suspeitos de utilizar as prerrogativas da advocacia para facilitar a troca de mensagens entre detentos que deveriam permanecer isolados, burlando protocolos de segurança das unidades prisionais.
De acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a advogada atua na subseção de Serrinha, onde também ocupa o cargo de presidente da Comissão de Diversidade Sexual e Gênero. Formada em Direito pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb), ela é especialista em Direito do Trabalho e Previdenciário e cursa pós-graduação em Gênero e Sexualidade na Educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Nas redes sociais, onde reúne cerca de 18 mil seguidores, Fernanda compartilha conteúdos sobre sua atuação profissional, palestras e temas relacionados à diversidade e inclusão, além de registros da vida pessoal.
A Operação Sintonia de Gravata é realizada em conjunto pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e Polícia Civil. As investigações também apuram a atuação de organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas, circulação ilegal de armas de fogo e à comunicação entre presos e integrantes das facções em liberdade.
Além de Fernanda Oliveira Borges, também foram presos os advogados:
- Tamires Felix Alves Silva,
- Luan Mascarenhas de Souza,
- Izabela da Silva de Oliveira,
- Maria Mariana Batista de Oliveira,
- Maria Tereza Novaes Martins,
- Ícaro Cardoso Viana e;
- Luã Santos da Costa.


