Uma operação de grande porte contra o crime organizado resultou na prisão de sete pessoas e no bloqueio de aproximadamente R$ 270 milhões em contas bancárias e aplicações financeiras. Batizada de “Operação Martelo”, a ação teve como alvo uma organização criminosa com atuação no tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro, com desdobramentos simultâneos na Bahia e em outros quatro estados.
Segundo informações da Polícia Civil, na Bahia as diligências foram realizadas nos municípios de Santo Antônio de Jesus, Laje, São Miguel das Matas e Feira de Santana. Já fora do estado, mandados judiciais foram cumpridos em Alagoas, Sergipe, Paraíba e Paraná.
Durante a ofensiva policial, além das prisões, foram apreendidos aparelhos celulares, porções de drogas, veículos, documentos diversos e até uma maleta contendo dinheiro falso, material que deve reforçar as investigações em curso.
Prisões em diferentes estados
Do total de sete detidos, quatro foram presos em Santo Antônio de Jesus, considerado um dos principais pontos de atuação do grupo. Em Sergipe, um casal foi capturado, enquanto em Alagoas foi presa a companheira de uma das lideranças da organização criminosa, que já se encontra custodiada em um presídio de segurança máxima.
Esquema milionário
As investigações apontaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos suspeitos, além de registros de antecedentes criminais da maioria dos envolvidos. Com base nas provas reunidas, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 270 milhões ligados aos investigados, valor que pode ter origem em atividades ilícitas, segundo a polícia.
Grande mobilização policial
Cerca de 120 policiais civis participaram da operação, com equipes da 4ª Coorpin (Santo Antônio de Jesus), da Dirpin/Leste, do Draco-LD e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core).
A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com o objetivo de identificar outros integrantes da organização, rastrear novos ativos financeiros e aprofundar a apuração sobre a estrutura do grupo criminoso.



