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VIRALIZOU: Moradores de Feira de Santana criam paródia sobre condições da rua Manicoré (vídeo)

Moradores de Feira de Santana fazem paródia sobre condições da rua Manicoré - Foto: reprodução redes sociais

Publicado nas redes sociais na terça-feira (5), o vídeo da paródia foi gravado com os jovens dentro de uma poça d’água que toma conta de quase toda extensão da rua.

Alagamentos, lama, buracos e poeira são alguns dos problemas enfrentados pelos moradores da rua Maricoré, no bairro Santo Antônio dos Prazeres, em Feira de Santana, cidade a cerca de 100 km de Salvador. Diante da situação, quatro amigos protestaram de um jeito diferente e fizeram uma paródia sobre os problemas da localidade.

O ‘protesto musical’ tem como base a canção ‘Cabeça Branca’, do cantor baiano Tierry, na qual um homem mais velho promove passeios em um lancha para ostentar e atrair mulheres. Porém, no caso da paródia sobre a rua Maricoré, os moradores não usariam o meio de transporte para diversão, mas para conseguir transitar na localidade sem se sujar de lama.

“Eu tô pensando em comprar uma lancha, eu vou é comprar uma lancha, porque aqui na Maricoré é difícil andar a pé. Na prefeitura diz que tá calçado, mas até agora só lama e buraco”, diz o refrão.

De acordo com um dos participantes do protesto, o barbeiro e produtor de conteúdo Jackson Souza, de 19 anos, a ideia da paródia surgiu enquanto pensava no planejamento de postagens de suas redes sociais.

Com a música rascunhada em um caderno, Jackson, junto com os amigos Junior Santos, Rogério Dultra e Anderson Marques gravaram o vídeo com alguns instrumentos musicais que tinham em casa e outros que pegaram emprestado de outros colegas.

Depois de gravado e editado, o vídeo foi postado na rede social do barbeiro, que tem mais de 12 mil seguidores.

Apesar da ideia criativa e do sucesso do vídeo nas redes sociais, as melhorias não estão garantidas. Jackson afirma, inclusive, que esse não é o primeiro protesto a favor de reformas na rua.

“Todo ano dizem que que vão calçar a rua, mas só iremos acreditar quando as caçambas chegarem aqui. Estamos cansados”, contou Jackson.

Além da lama e da poeira, outro grande problema da rua é o acesso de veículos. Com um ponto de ônibus distante, os moradores não conseguem pedir carros por aplicativo e até ambulâncias têm dificuldade para passar no local.

“Se você chama um carro de aplicativo para rua Manicoré, esqueça, ele vai cancelar por causa da lama. Até o Samu para ter acesso é horrível”, afirma.

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