Início Economia Auxílio caminhoneiro pode chegar até R$ 1 mil, Governo estuda aumentar proposta

Auxílio caminhoneiro pode chegar até R$ 1 mil, Governo estuda aumentar proposta

Foto: Marcello Casal Jr.

Os caminhoneiros insatisfeito com o aumento dos combustíveis vem pressionando o governo federal e ameaçando

deflagrar greve. O Planalto propôs criar um auxílio caminhoneiro no valor de R$ 400 por mês, até o final deste ano, com a insatisfação da categoria, a cúpula do governo Bolsonaro articula com o Congresso a possibilidade de aumentar este valor.

A pressão é para que o valor possa ser ampliado para até R$ 1 mil por mês, mas essa definição ainda está em estudo, segundo informação do deputado Altineu Côrtes, que é líder do PL, mesmo partido de Bolsonaro, no Rio de Janeiro, dada ao Estadão.

Ainda na terça-feira (21) parlamentares e governo deram sinal verde para a criação do auxílio caminhoneiro, além de ampliar o Auxílio Gás, na proposta de Emenda Constitucional (PEC) que tramita no Congresso Nacional para compensar Estados pela redução do ICMS dos combustíveis.

No primeiro momento, foi sugerido o benefício no valor de R$ 400 para compensar os aumentos no diesel recente que tem afetado diretamente a categoria. O governo tinha a ideia de levar em consideração o valor mínimo pago pelo Auxílio Brasil.

Caminhoneiros reagiram imediatamente
Os caminhoneiros reagiram imediatamente à proposta. O presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, disse que o entendimento do governo de pagar um valor equivalente a R$ 400 por mês para a categoria, como maneira de amenizar a alta do diesel, é considerada como uma afronta, além de frisar que a categoria não quer receber esmola e, sim, uma solução estrutural.

Ao Estadão, Chorão disse que a proposta trata-se de “uma grande piada. O caminhoneiro não precisa de esmola, precisa de dignidade para poder trabalhar. O governo tem que parar de dar chilique e tomar atitude de verdade, encarar o problema com seriedade”.

Até o momento, ainda não há clareza em relação a de onde sairia o dinheiro, mas vale destacar que ao aprovar a PEC, o governo Bolsonaro pode ultrapassar o teto de gastos que já foi fixado pelo próprio governo.

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