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Aleixo Belov abre diário de bordo e conta sobre fortes ventanias na viagem até as Ilhas Aleutas, no Alasca

Aleixo Belov (Fotos: Leonardo Papini)

Velejador e equipe precisaram parar o veleiro por dois dias e meio por conta de mudança repentina dos ventos

No último mês, Aleixo Belov e a equipe do veleiro Fraternidade saíram de Hilo no Havaí com destino a Dutch Harbor nas Ilhas Aleutas, no Alasca.  Segundo o velejador, o trecho de 2.125 milhas pelo Oceano Pacífico Norte estava com vento bom e favorável e o veleiro contornou as ilhas havaianas até ficar rodeado de mar por todos os lados. Na metade do percurso, em uma nova previsão do tempo, apareceu uma depressão com ventos intensos girando no sentido anti-horário em volta de um centro.

“Tomei um susto, quem sabe isso poderia se transformar em um ciclone. O mapa da previsão era colorido, com azul no centro e sem vento nenhum, e dos lados amarelo, verde, vermelho e finalmente preto, que indicavam ventos de 50 nós. Tomei um susto e parei o barco por dois dias e meio. Foi um momento de repensar toda a minha vida. Será que as forças da natureza iriam me destruir?”, contou Aleixo.

O velejador fez contato com amigos em Salvador que indicaram seguir, temporariamente, para Leste e aguardar a depressão passar. Quando o centro da depressão se afastou, indo para o Norte, a equipe seguiu com vela e motor e chegou rapidamente em Dutch Harbor nas Ilhas Aleutas, que estava sem vento, com sol brilhando, apesar do frio.

“Tinha pressa, queria chegar antes que uma outra depressão se formasse, coisa comum nestas latitudes. Em Dutch Harbor, as montanhas estavam lindas, todas coroadas de gelo. Fomos bem recebidos e nos alojaram em um terminal flutuante novinho, com água e luz, tudo de graça. De repente, tinha voltado ao paraíso. Só queria saber se merecia toda esta sorte”, destacou Belov.

Acompanham o comandante, nesta missão, o marinheiro Osvaldino Dórea (Lito), a oceanógrafa Larissa Nabuco, o fotógrafo Leonardo Papini, a estudante Ellen Brito, o mecânico Hermann Brinker e o engenheiro civil Dilson de Araújo Moreira d’Assumpção.

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