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Major condenado por torturar e matar pedreiro vai receber R$ 30 mil indenização por serviços feitos na cadeia

Major condenado no caso Amarildo - Foto: Reprodução

O major PM Edson Santos, condenado pela morte do pedreiro Amarildo de Souza em 2013 na Rocinha, vai receber uma indenização do estado de mais de R$ 30 mil por serviços prestados enquanto estava preso.

A Justiça decidiu e o governo do estado vai ser obrigado a pagar a indenização de pouco mais de R$ 30.800. O major cobrava o ressarcimento pelo período que ele trabalhou como auxiliar de obra quando estava encarcerado na Unidade Prisional da Polícia Militar.

A sentença foi publicada em 6 de outubro, assinada pela juíza Renata de Lima Machado, do 3º Juizado Especial Fazendário. A informação foi publicada pelo jornal Extra, no domingo (21).

A Procuradoria-Geral do Estado já entrou com recurso contra essa decisão.

O major foi condenado em 2016, a 13 anos pela tortura e morte de Amarildo Souza, em julho de 2013. E desde o final de 2019 ele estava em prisão domiciliar. E foi reintegrado à corporação em janeiro deste ano. Na época do crime, o major era o comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade.

Em 2016, o major e outros 12 PMs da UPP Rocinha foram condenados pelos crimes de tortura seguida de morte, ocultação de cadáver e fraude processual. Os policiais acreditam que Amarildo tinha informações sobre traficantes da Rocinha.

A Justiça concluiu que Amarildo foi torturado até a morte dentro da sede da UPP. O major recebeu a maior pena: 13 anos e 7 meses de prisão. O corpo do pedreiro nunca foi encontrado.

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