Início Ação Operação Faroeste: Delação de desembargadora revela esquema entre magistrados do estado

Operação Faroeste: Delação de desembargadora revela esquema entre magistrados do estado

Foto: reprodução redes sociais

Homologada pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça, Og Fernandes, em junho deste ano, a delação premiada da desembargadora Sandra Inês Rusciolelli, e o filho dela, Vasco Rusciolelli, revelou um forte esquema entre os magistrados do Estado.

Desde 2019, a Operação Faroeste vem revelando diversos crimes entre membros do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Entretanto, em mais de 600 paginas entregues ao Ministério Público Federal, a magistrada e seu filho apontaram uma série de ‘atos de corrupção’ que, segundo eles, ‘permeiam as entranhas do Tribunal’.

O acordo de colaboração foi feito para recupera R$ 4 milhões obtidos ilegalmente no esquema. A parti desta delação, a concessão prevê 20 anos de prisão para Sandra Inês e 22 para Vasco Rusciolelli.

Segundo os delatores, a ação teve início na gestão da desembargadora, Maria do Socorro Barreto Santiago como presidente do Tribunal de Justiça baiano. O esquema seria liderado inicialmente por ela, em uma suposta rede de operadores formada pela genro, uma filha, além de servidores, juízes e desembargadores.

Os investigados ainda afirmam que o desembargador, Gesilvado Britto, que assumiu a presidência do TJ em fevereiro de 2019, passou a chefiar o esquema incluindo novos membros.

Ao todo, a delação cita 12 desembargadores, 12 juízes, 15 advogados, 15 parentes dos envolvidos, 16 pessoas entre servidores e políticos.

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