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Confira os principais momentos da Abertura das Olimpíadas de Tóquio

Abertura das Olímpiadas - Foto: Cameron Spencer

Depois de um ano de adiamento, as Olimpíadas de Tóquio enfim começaram oficialmente nesta sexta-feira (23). Em uma cerimônia de abertura mais enxuta e sem público, o Japão conseguiu encantar com uma mensagem de união, superação e esperança em tempos de pandemia.

As barreiras impostas pela Covid-19 foram lembradas, dos atletas que tiveram que treinar sozinhos em períodos de isolamento. Os profissionais da linha de frente também receberam as devidas homenagens em uma festa restrita a cerca de mil convidados entre chefes do estado e membros do Comitê Olímpico Internacional (COI).

O evento não teve a energia da abertura do Rio 2016. Não teve a exuberância da cerimônia de Pequim 2008. Ainda assim conseguiu cativar com muita tecnologia e emocionou com uma mensagem de paz ao som do clássico “Imagine”. Coube à tenista japonesa Naomi Osaka, a atleta mais bem paga da história, acender a pira olímpica.

Show enxuto, mas tecnológico

O Japão teve de reduzir a dimensão da cerimônia de abertura, tanto para cortar custo como para evitar um surto do coronavírus. O número de bailarinos foi reduzido para 1.400 pessoas. Um show de luzes e tecnologia que manteve o tradicional encanto da festa. Uma homenagem aos atletas que se superaram treinando em um momento tão difícil.

Foto: Matthias Hangst

Um dos grandes destaque da festa foi a mensagem de união na diversidade dos povos. Pouco mais de 1.800 drones sobrevoaram o Estádio Olímpico e montaram um globo terrestre. Houve ainda uma homenagem a Yoko Ono e John Lennon com a canção ‘Imagine‘ sendo interpretadas por cantores dos cincos continentes.

Homenagem aos profissionais de saúde

A bandeira do Japão foi carregada por quatro atletas de destaque do país e também por uma profissional da saúde que atuou na linha de frente da pandemia. O hino japonês ecoou na voz de Misia, cantora famosa no país.

Foto: Matthias Hangst

A bandeira do Comitê Olímpico Internacional foi levada ao Estádio por atletas dos cinco continentes que atuaram na linha de frente da pandemia e um membro do time de refugiados. A representante das Américas foi a judoca argentina Paula Parete, atua campeã olímpica da categoria até 48kg, que também é médica.

Mestre-sala e porta bandeira do Brasil

Pela primeira vez o Brasil teve dois porta-bandeira, Bruninho (campeão olímpico de vôlei) e Ketleyn Quadros (primeira brasileira a conquistar uma medalha olímpica, em Pequim 2008, no Judô). Os dois puxaram uma delegação bem reduzida no Estádio Olímpico. Apenas dois membros desfilaram, cumprindo o número mínimo exigido pelo COI.

Foto: Matthias Hangst

Ainda assim os dois medalhistas olímpicos fizeram a festa e arriscaram alguns passos de samba, imitando uma mestre-sala e uma porta-bandeira.

Parada das nações ‘mascaradas’

A máscara foi um item fundamental para todas as paradas nas nações. Como de costume, a Grécia, criadora das Olimpíadas na antiguidade, abriu o desfile das delegações. A equipe olímpica dos refugiados foi a segunda delegação a desfilar.

O Brasil foi 151º país a entrar no Estádio. A Rússia, punida por causa do escândalo de doping sistemático no país, desfilou com bandeira olímpica. O anfitrião Japão fechou a parada das 206 delegações.

Conhecido na Rio 2016 com besuntado de Tonga, Pita Taufatofua repetiu o look mais uma vez com porta-bandeira do país Oceania.

As delegações de Quirguistão e Tajiquistão desfilaram sem máscaras. Os porta-bandeiras do Paquistão também não usaram máscara.

Pira Olímpica no ‘topo do Monte Fuji’

Um versão do Monte Fuji foi colocada no Estádio Olímpico de Tóquio. No topo da réplica de quase 10m de altura (o Monte Fuji tem mais de 3.700 de altura), a pira olímpica foi projetada pelo artista Oki Sato para simbolizar o sol.

Como o público não vai ter acesso ao Estádio Olímpico durante os jogos, a pira vai ser transferida para a ponte dos sonhos, Yume no Ohashi. Assim, a chama vai ficar mais perto dos torcedores japoneses.

Foto: Reprodução

A chama olímpica foi acesa no dia 12 de março de 2020, em Olímpia na Grécia. Ela chegou no Japão no dia 19 de março de 2020, mas o revezamento foi adiado por causa da pandemia. No dia 25 de março de 2021, a tocha começou sua jornada pelo Japão em Fukushima.

O fogo símbolo dos jogos percorreu 46 das 47 prefeituras japonesas e por muitas vezes teve de interromper o revezamento ou realizá-lo sem a presença do público.

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