Início coronavírus UPAs de Salvador não atenderão pacientes com sintomas leves, afirma Léo Prates

UPAs de Salvador não atenderão pacientes com sintomas leves, afirma Léo Prates

Foto: reprodução entrevista Rede Bahia

As Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Salvador não atenderão pacientes com sintomas leves de Covid-19 a partir da segunda-feira (1º). Pessoas com sintomas leves devem ir às Unidades Básicas de Saúde. A medida seguirá até a sexta (5), para desafogar o sistema de atendimento que está sobrecarregado.

No sábado (27), o secretário de Saúde de Salvador, Léo Prates, explicou que a decisão foi tomada para evitar que falte atendimento para pessoas com outras doenças. Na última quinta-feira (25), ele já havia alertado que as UPAs estão sobrecarregadas e em pré-colapso.

“O próximo capítulo nenhum de nós quer ver, que é o colapso do sistema de saúde. O que é o colapso, para falar com clareza para as pessoas? A pessoa vai precisar de atendimento de AVC [acidente vascular cerebral] e não vai ter. A pessoa vai ter infarto e vai morrer em casa. Nós precisamos da colaboração das pessoas para que isso não ocorra”.

“As UPAs não atenderão, de segunda a sexta-feira da semana que vem, pacientes azuis e verdes, ou seja: pessoas com sintomas leves. Pessoas com sintomas leves devem se dirigir às Unidades Básicas de Saúde”.

As UBSs costumam funcionar de forma territorializada por causa do Programa de Saúde da Família, ou seja: as pessoas são atendidas nas unidas correspondentes aonde moram. Com essa decisão da prefeitura, as pessoas vão poder procurar qualquer posto de saúde, independentemente da localidade.

“A pessoa que frequenta o sistema público de saúde sabe que o Programa de Saúde da Família tem territorialidade. Nós também, para garantir o atendimento, estamos quebrando a territorialidade, apenas de segunda a sexta-feira da próxima semana, por determinação do prefeito Bruno Reis. Isso quer dizer que, qualquer pessoa de Salvador será atendida em qualquer unidade básica”, disse Léo.

O secretário disse ainda que as UPAs fazem atendimento de pessoas com gravidade média e alta. No entanto, com a procura das testagens nas unidades, o crescimento do público cresceu e médicos clínicos foram colocados para prestar atendimento a pessoas com sintomas leves.

Isso aumentou a procura das pessoas nas UPAs, principalmente para fazer a testagem da Covid-19, o que acabou gerando aglomerações em busca de um atendimento que não era prioritário.

“A UPAs são vocacionadas para o atendimento de pacientes amarelo e vermelho, pacientes com sintomas um pouco mais graves e pacientes com risco de morte. Porém, pela alta resolutividade das UPAs, a gente começou a receber pacientes azul e verde. Só que isso começou a ser ponto de aglomeração e isso tem nos preocupado. Nós temos 53 unidades básicas fazendo testagem, muita gente indo para a UPA fazer testagem”.

O secretário explica que a estratégia de restringir o atendimento foi tomada também para evitar aglomerações. Além disso, Léo Prates falou ainda sobre a ocupação das rede particular de saúde.

“Nós temos problemas, diferente da primeira onda, com a rede privada. A UPA dos Barris tem recebido muitos pacientes que têm plano de saúde, porque em determinados momentos os hospitais particulares também estão cheios e quando tem a alta eles folgam. Nós precisamos da colaboração das pessoas”.

Compartilhe agora:
Artigo anteriorÁrvore cai em cima de carro na Avenida Jequitaia e três pessoas ficam feridas
Próximo artigoPrefeitos devem construir consórcio municipal para compra de vacinas através da FNP